Ciclo de debates sobre a Reforma Política

0-4.docxO Instituto Justiça Fiscal (IJF), juntamente com o Diretório Acadêmico das Faculdades de Economia e Contabilidade da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (DAECA/UFRGS) promoveu um Ciclo de Debates sobre a Reforma Política. Os três encontros ocorreram na sede do DAECA nos dias 6, 14 e 22 de abril, das 18h15min até às 20 h, e contaram com a presença de vários estudantes. O primeiro dia do Ciclo foi dedicado ao tema do financiamento das campanhas eleitorais. Os palestrantes Dão Real e Moisés Lima fizeram a apresentação do sistema Donos do Congresso (www.donosdocongresso.com.br) e discutiram os efeitos do financiamento privado das campanhas eleitorais, especialmente no que se refere à captura do sistema político para o atendimento preponderante de interesses privados setoriais. Outro tópico que foi bastante debatido neste encontro foi referente a enorme desigualdade entre os candidatos que esta forma de financiamento promove, na medida em que mais de 90% dos recursos ficam disponíveis para menos de 20% dos candidatos.

0-5.docx

O segundo encontro, no dia 14 de abril, foi conduzido por Marcelo Ramos Oliveira, do IJF, e teve como convidado Rodrigo Stumpf González, professor adjunto do Departamento de Ciência Política da UFRGS, que possui larga experiência na área da Ciência Política e atua principalmente nos temas democracia, participação, políticas públicas e recursos humanos. Gonzaléa proferiu palestra sobre os diferentes modelos de sistemas políticos representativos que têm sido propostos, apontando, para cada um deles, seus pontos positivos e negativos. Apresentou também algumas comparações com modelos existentes em outros países, salientando que não existe sistema político que possa atender a todos os requisitos e se adapte perfeitamente a cada país, ou seja, não existe o sistema político representativo perfeito.

0-7.docx

No terceiro encontro, ocorrido no dia 22 de abril, o professor titular de Sociologia do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da UFRSG, Antonio David Cattani, fez uma palestra sobre o processo de financeirização da economia internacional e seus efeitos sobre as organizações dos países. Cattani chamou a atenção dos presentes para as várias formas utilizadas pelos detentores de capitais para não serem alcançados pelas regras tributárias estabelecidas pelos países. Em especial, a utilização dos serviços oferecidos pelos países denominados paraísos fiscais, que nada mais são do que esconderijos.

0-6.docx

Anúncios

Uma resposta

  1. Tributação supranacional é tudo que as transnacionais do setor de petróleo querem , aceitam e praticam. O setor de petróleo é o único no país a ter seu ente “regulador “a ANP regulando seus tributos (os royalties) . Os donos do petróleo no mundo não permitem que os estados nacionais ditem preços , quantidades comercializadas e muito menos a tributação ou qualquer regulação. De fato há alíquotas próprias para o petróleo no mundo e são as praticadas.

    Enviado do meu iPhone

    >

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: