Fórum da Igualdade na RIO +20

A galinha dos ovos de ouro do capitalismo é a degradação do meio ambiente e a exploração do trabalho”, disse o economista e professor da UNICAMP, Plínio de Arruda Sampaio Júnior durante sua apresentação no painel “Sem Justiça Social e Ambiental não há Futuro”, realizado pelas organizações que coordenam o Fórum da Igualdade, no sábado, dia 16 no Espaço “Religiões por Direitos, na Cúpula dos Povos, no Rio de Janeiro.

Segundo Plínio, a cúpula dos povos se contrapõe à cúpula do grande capital, se referindo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que está sendo realizada também no Rio de Janeiro, com a participação de representantes de vários países. “Aqui é a reunião dos que não tem poder, mas que tem como denominador comum mostrar a necessidade de urgência de uma mudança de rumo. Lá, é o encontro dos que têm dificuldade de mudar”,disse, fazendo uma comparação entre os dois eventos”.

Nós não precisamos de um cientista para dizer qual é o problema. Nós sabemos qual é o problema”. A busca incessante do lucro com a degradação do meio ambiente, a exploração da mão de obra e a debilitação da capacidade do Estado foram apontados como integrantes do momento crítico pelo qual o capitalismo está passando.

O evento foi realizado pela CUT-RS, Instituto Justiça Fiscal, Sindifisco Nacional – Delegacia Sindical em Porto Alegre, Movimento dos Sem-Terra, FEGAM-RS, Federação dos Metalúrgicos-RS, Via Campesina, FETRAF-SUL, La Integración, INCRA, MTD, CEB’S, IDHES 20.

O painel foi aberto pelo presidente da CUT/RS, Claudir Nespolo, que salientou que a oficina “Sem Justiça social e ambiental não há futuro” foi proposta durante a realização do II Fórum da Igualdade ocorrido em Porto Alegre, em abril deste ano.

Dão Real Pereira dos Santos, representando o Instituto Justiça Fiscal, entidade parceira no Fórum da Igualdade, fez um relato sobre os objetivos do Fórum, criado em 2011. “Trata-se de um evento anual de discussão de ideias e acumulação de conhecimento sobre os rumos do desenvolvimento e do enfrentamento das injustiças típicas da sociedade capitalista. O Fórum da Igualdade também é um contraponto ao Fórum da Liberdade, evento representativo do pensamento neoliberal, realizado anualmente em Porto Alegre.”

Na primeira edição, o Fórum da Igualdade debateu a democratização dos meios de comunicação, o marco regulatório, a liberdade de expressão e o fim do monopólio dos meios de comunicação no Brasil. Em 2012, a temática do II Fórum da Igualdade foi “Sem justiça social e ambiental não há futuro”, quando foi abordado o modelo de desenvolvimento e sustentabilidade; o papel do Estado e a crise capitalista e o paradigma do consumo e a crise ambiental, acumulando a reflexão para a Conferência Rio + 20.

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