II FÓRUM DA IGUALDADE

O Instituto Justiça Fiscal – IJF e o Sindifisco Nacional – Delegacia Sindical em Porto alegre, em conjunto com a CUT RS e com diversas outras organizações representativas dos movimentos sociais participa da comissão organizadora do II Fórum da Igualdade, que se realizará nos dias 16 e 17 de abril de 2012, no salão de eventos da Igreja Pompéia, em Porto Alegre, e terá por temas de debate: o modelo de desenvolvimento, papel do Estado na construção de um desenvolvimento justo, o paradigma do consumo e a crise ambiental.

O IJF juntamente com o Sindifisco serão responsáveis pela organização do painel sobre o papel do Estado, no dia 17 de abril, terça-feira, às 9H. Para este painel foram convidados o ex-governador do RS Olívio Dutra, o economista Plínio Arruda Sampaio Jr e o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, para debaterem sobre a necessidade de resgatar o papel dos Estados Nacionais na construção de um novo modelo de desenvolvimento que seja capaz de atender às necessidades da totalidade das populações, com distribuição de riquezas, sem comprometer as condições de atendimento das necessidades das gerações futuras.

Neste painel será lançado o documento dirigido à Conferência Rio +20, que começou a ser elaborado durante o Fórum Social Temático, realizado em janeiro deste ano, também em Porto Alegre. 

Segue abaixo uma breve sinopse da programação completa do Fórum:

 

II FÓRUM DA IGUALDADE

Não há liberdade sem igualdade

Sem justiça social e ambiental não há futuro!

Porto Alegre, 16-17 de abril de 2012

 

Data: 16-17 de abril de 2012

Local: Salão de Eventos da Igreja Pompéia, Rua Dr. Barros Cassal, 220 – Bairro Floresta – POA/RS – Fone: (51) 3226-8800

Informações: forumdaigualdade@yahoo.com.br e www.forumdaigualdade.org.br

De 3ª a 6ª das 13h30 às 17h30 – Ângela (Espaço Social Mundial) Fone: 3221-3521

De 2ª a 6ª das 8h às 12h – Janete (CUT-RS) – Fone: 3224-2484

Lançamento: 12/abril (quinta-feira) 14h30m ‑ Memorial do Rio Grande do Sul/Espaço Social Mundial (Rua Sete de Setembro, 1020, Centro Histórico, POA/RS – Fone: (51) 3221-3521)

16/abril (segunda-feira)

13h30 às 20h ‑ Credenciamento

13h30 às 17h30m – OFICINAS

17h30m às 18h15m ‑ Show de Abertura (Zé Martins e Pedro Munhoz)

18h15m – Mesa de Abertura

18h30m – 1° PAINEL – Modelo de desenvolvimento e sustentabilidade

Painelista: Marcio Pochmann/IPEA

Debatedores:

– Rudá Ricci (Membro do Observatório Internacional da Democracia Participativa)

– Celso Ludwig (FETRAF SUL)

– Helena Bonumá (Econ. Solidária)

Coordenador de Mesa: Rafael Cunha

Um novo modelo de desenvolvimento é necessário e urgente para superar as contradições do mundo contemporâneo. É dever desta geração encontrar alternativas capazes de conciliar as necessidades das populações carentes, que clamam por condições de vida digna e, ao mesmo tempo, enfrentar os limites impostos pela exaustão acelerada dos recursos naturais e dos brutais custos sociais e ambientais. O desafio é viabilizar o mundo para os presentes e para as gerações futuras.

O desenvolvimento assentado unicamente no crescimento econômico demonstrou não ser capaz de promover vida digna a uma larga faixa da população, pois o modelo econômico praticado não promove a distribuição equitativa das riquezas produzidas.

Nas últimas décadas a riqueza mundial mais que duplicou, contudo a desigualdade entre ricos e pobres e as faixas da população em estado de miséria não diminuíram. A riqueza produzida permaneceu concentrada nas mãos de poucos.

O debate proposto nesta mesa de abertura do II Fórum da Igualdade é sobre as alternativas ao modelo econômico atual, na busca de um desenvolvimento justo, que seja capaz de garantir a inclusão social e de atender às necessidades da geração presente, preservando as condições para o atendimento às gerações futuras.

Para onde vamos?       

 

17/04 (terça-feira)

8h30m às 12h – Credenciamento

8h30 às 9h ‑ Show

9h – 2° PAINEL – Papel do Estado e crise capitalista

Painelistas:

–          Plínio de Arruda Junior

–          Olívio Dutra

–          Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto

Que papel cabe ao Estado Nacional na construção de um novo paradigma de desenvolvimento? O Estado Nacional, como pilar institucional das sociedades, tem papel relevante na tutela dos valores e princípios universais de solidariedade, de defesa dos direitos da geração presente e futura (das gerações futuras), da dignidade humana, da vida, dentre outros.

O papel regulador do Estado é um instrumento de defesa da sociedade, pois somente o Estado será capaz de promover a redução das desigualdades, de forma democrática e pacífica, pela via inexorável da distribuição das riquezas e garantir a precedência do interesse público como marco limitador dos interesses privados, limitando os lucros das corporações empresariais e maximizando o bem viver para as pessoas.

O debate, nesta mesa, visa repensar o Estado como social e público, como mediador democrático que visa o bem viver de todos e todas (pessoas humanas e natureza) e nesse contexto, a discussão sobre o sistema fiscal é central para o II Fórum da Igualdade, pois constitui um dos principais, senão o principal instrumento à disposição das sociedades para a promoção da redução efetiva das desigualdades e para orientar e estimular a construção de um desenvolvimento com justiça social e ambiental.

Que Estado queremos? 

13h30m – Show

14h30m ‑ 3° PAINEL – Paradigma do consumo e crise ambiental.

Painel: André Abreu e Oded Grajew

Debatedores:

– Nancy Cardoso Pereira (CEBI NAC)

– Mauri Cruz (IDHES)

 A crise ambiental impõe reflexões sobre inúmeros aspectos do conhecimento, em relação a questões técnicas, econômicas, jurídicas, culturais, éticas, morais, etc. 

Os limites ambientais e a observância dos direitos fundamentais que devem assistir à toda humanidade nos impõem a necessidade de refletir sobre os limites do direito de uso, de posse e de consumo e de repensar o modelo de desenvolvimento fundado no consumo e na exploração desenfreada dos recursos.

O modelo econômico alicerçado na alta produção e no alto consumo é gerador de destruição ambiental e social. É necessária e urgente a desconstrução das idéias neoliberais que colocam o “consumo” como paradigma do bem viver. A construção de novos modelos de uso dos bens naturais e produzidos tem que levar em conta a natureza e a geração presente e futura. 

O bem viver (suma causa), que é viver em harmonia com toda a natureza (pachamama), é viver a cultura da reciprocidade e da complementaridade e onde a natureza tem seus direitos assegurados. “Suma Causa” ou bem viver é conceito novo para a civilização ocidental, contudo muito praticado nos povos originários. E são destes povos originários que uma nova visão civilizatória surge e onde devemos buscar encontrar novos modelos de relações sociais e com a natureza. Os conceitos e modelos “importados” dos países do norte não são bases para os novos processos que desafiam a humanidade.

O desafio desta mesa é refletir o paradigma do consumo e a justiça ambiental. É buscar luzes para novos modelos econômicos que levem ao Bem Viver de toda a sociedade.

Como queremos viver?

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